terça-feira, 23 de outubro de 2007

UM JEITO "CHAPLINIANO" DE SER...




Sim, ter na alma um Vagabonde! Denunciar tragédias sociais, pessoais, usando a comicidade e a leveza de quem ri de um louco roteiro. Ver e fazer graça com a própria sorte. Sacudir a poeira e seguir caminho. Retirar as camadas de proteção que ofuscam a luz. Manter a ternura no cenário embrutecido, em preto e branco, dos erros. Rir de todo o nonsense que o mundo reproduz. Transformar política em poesia, poesia em depoimento de vida, vida em arte, arte em riso. Correr atrás de amor e pão, metáfora alimentar básica da alma e do corpo. Não despregar da alma a criança eterna. Debochar do mundo desarrumado. Desarrumar o desarrumado. Uma estrada à frente e um vagabundo para percorrê-la, sem saber aonde leva o caminho, mas sabendo que, onde quer que leve, se há sempre de chegar em si mesmo. (“O importante é ir, não é chegar” - Charles Chaplin) Quero o jeito chapliniano de ser, de ver, sobreviver, "superviver" - sinfonia da "libertura", onde liberdade e ternura se unem para todo o sempre. Sorrir... Com consciência, sorrir do absurdo que tudo faz. Então terá valido a pena, não se deixar perder a inocência dentro de uma inútil consciência.

CHARLES CHAPLIN (16/04/1989 - 25/12/1977), Charles Chaplin, para mim, foi o grande gênio do século XX. O ícone do "doce vagabundo" não era apenas um jeito de fazer comédia e despertar ternura. Era todo o depoimento de um século, de uma sociedade. Era a ideologia personificada e disfarçada na despretensão de um Carlitos que mudou não apenas a história do cinema, mas o pensamento das humanidades. Atemporal, ele me inspira sempre a cada olhar que dirijo à vida. Transformar os acontecimentos, dolorosos ou não, em caricaturas torna tudo muito mais suave.

"Charles é o único artista que inventa em nosso século. Os demais, nós todos, imitamos". - Ezra Pound "Vagabundo sem pátria, sem família, sem amigos, sem ideais, aspira à única felicidade que lhe é possível: o abrigo para mais uma noite, um prato de comida, um mínimo de segurança pessoal e de espaço físico para sobreviver num universo imenso e palmilhado sem sucesso pelas suas botas cobertas de pó, cujas pontas indicam ao mesmo tempo dois rumos antagônicos e vazios." - Carlos Heitor Cony (o melhor biógrafo de Chaplin, na minha opinião)


"O iconoclasta surge sob o aspecto de um anjo decaído... Longe de ser um vagabundo apenas no sentido social da palavra, é também um desclassificado moral, psicológico e metafísico: é o vagabundo do mundo, e o seu destino supera as lendas... Em Carlitos a humanidade inteira se reconhece." - Jean Mitry


"The Tramp é o universo minimizado de toda a aventura humana - nos termos em que Chaplin compreende a aventura humana... chega pela estrada, aceita o emprego na fazenda, enamora-se da filha do patrão, ilude-se, salva o patrão e a fazenda de um malfeitor, espera a recompensa - que para Carlitos é sempre o pão e o amor - e surge um outro para ficar com o pão e o amor. Não desanima, porém. Sai em silêncio, sem se fazer notar, e some pela mesma estrada, coberto de pó. O passo é vacilante, ao início da fuga, mas aos poucos, sentindo a seus pés a estrada, o pó, identifica-se novamente com o próprio destino, com a própria estrada. Dá uma cambalhota e some. Como parábola, é tão perfeita em seus elementos técnicos quanto a parábola do Filho Pródigo ou a do Bom Pastor, Nada é demais, tudo é necessário." - Carlos Heitor Cony

CLICK!!!




Xiii! Roubei uma foto sua! Pardon! Adoro flagrantes. Poses não! Quero sua melhor imagem, não a mais arrumada. A melhor é a mais verdadeira. Quero gente com cara de gente! E gente com cara de gente tem luz própria! Pronto! Nem precisei de iluminação artificial :)
Olha só aí embaixo como sua imagem fica linda e transparente quando se distrai:



quinta-feira, 18 de outubro de 2007

OLHARES PENSATIVOS, TRANSPONDO OS LIMITES DO SONHO...


Penso, penso... divago!

Escrever a primeira linha resulta sempre mais difícil... Logo em seguida o texto flui, disperso como minha mente.

Mundinho difícil esse das palavras... Mesmo assim me torna bem mais fácil escrever que falar. Falo desarticuladamente, apressadamente, impulsivamente... não penso antes de falar, e todo mundo sabe o que acontece com quem é assim. Várias vezes já ouvi "mas você não soube se expressar"... e eu respondo "não soube, desculpa, não foi isso que quis dizer... não foi essa a impressão que quis passar". Ai, cansativos mal-entendidos.

Já aqui penso, penso, penso e reflito. Rodopio ao redor das palavras, mas expresso-me com muito mais clareza.

Sou limitada... Gosto da noite, das madrugadas tranqüilas para escrever. O silêncio dói mais e justamente por isso me torna produtiva. Mas o amo. E, debruçada sobre as horas do tempo, fecho os olhos e me deixo flutuar pelas suas janelas. Busco minhas pegadas, e estão todas lá, ainda impressas na areia tão fina quanto a de uma ampulheta, outra senhora do tempo. Tão relativo....

Vez em quando espio por uma dessas janelas, pulo para o outro lado e brinco nas trilhas do jardim. Será que tudo tem a ver com meu jeito intempestivo de ser?

Hoje resolvi parar de contar o tempo. Envelheci demais contando- o. Já nem sei mais que hora do dia é. Mas fico pensando no amanhã. Fico imaginando que surpresas ele trará quando amanhecer o dia...

Tenho lá minha alma irriquieta e andarilha. Em fase de "captação de recursos". Minha curiosidade é eterna, e talvez hoje ou até amanhã, seja o dia de colocar a mochila nas costas, fechar essas janelas do tempo, abrir a porta da rua e colocar o pé na estrada. Nossos olhos ficam tão presos em nós mesmos que deixamos de contemplar tantos horizontes... Momentos de reencontros, desencontros, despedidas... momento de mudar direções.

O tempo é aquele amigo, que cura feridas. Que intensifica marcas... Ele passa, mas está sempre ali, indo para algum lugar. E sempre encontrando um novo ponto de partida. É hora de tirar as pedras do caminho... juntar uma a uma, para um dia "construir o seu castelo".

Como já disse certa vez o grande Mário Lago... "fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele... um dia a gente se encontra".

Assino embaixo!!!

E que ele me seja tão generoso como foi com ele... Que eu não fique vendo a vida passar e acompanhe o desfile...

Porque apenas estou começando a "construir o meu castelo"!!!

LER, LER, LER....


"As palavras sempre ficam. Se me disseres que me amas, acreditarei. Mas se me escreveres que me amas, acreditarei ainda mais. Se me falares da tua saudade, entenderei. Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo. Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei. Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor. Lembre-se sempre do poder das palavras. Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo..."


By Silvana Duboc

PAIXÃO V - LITERATURA




Ahhh, esses vagabundos literatos....

Esse orkut e seus meandros... Nunca vi uma comunidade (e olha que tenho várias, mais de 750 com as quais me identifico) que me descrevesse tão bem... Dá um olhada!
Se você é daqueles, que largariam, já largaram, ou adorariam largar, aquele ótimo emprego responsável capitalista, só para poder passar as manhãs dormindo e o resto do tempo todo se entretendo em livros... (não tenha a menor dúvida disso...); Se os ideais clássicos boêmios te encantam mais do que o futuro que seus pais te desejam, e você, mesmo depois de velho, ainda não tem muita certeza do que quer ser quando crescer, mas sabe que lendo você chega lá... (Ahhhhh eu chego!!!); Se você é daqueles que recitam frases de filósofos pré-socráticos e se identificam com as mesmas, inclusive dando exemplos em sua vida... (Sempre cara, sempre... acontece o tempo todo!); Se te encantaria conhecer a Muralha da China, e você pensa que lá poderia ser um bom lugar para sentar e ler sobre a história de Gengis Khan... (Ô!!! Mas q dúvida...); Se você não resiste ao jazz de fim de tarde, tocado em seu café biblioteca favorito... (Gente, pena que aqui não tem o meu “café biblioteca favorito”.... mas que não resisto a um bom jazz de fim de tarde e muito menos a um blues, é certooo!!); Enfim, se você é uma pessoa responsável no trabalho, mas gosta mesmo é de filosofar e trocar idéias, ao som de MPB, numa mesa de plástico em um bar qualquer... (Filosofia de boteco é tudo!! Quem é nunca saiu de casa completamente sem energia e voltou totalmente energizado só pelo fato de estar trocando idéias com amigos inteligentes e interessantes, que têm a visão de mundo parecida com a sua??? É tudo!)
Então o seu lugar é aqui! (Onde?? Onde??? Me avisa que eu vou correndo!!!)

Então... Escrever é realmente a minha terapia. Sempre foi... Escrevi meu primeiro livro quando tinha 12 anos. Hoje, leio e acho ridículo, tipo “confissões de adolescente”, saca??
De lá pra cá, já foram 3, o último que eu adoro mas... Nunca fui atrás de editora e talz pra publicar. Lembro do meu professor de Fundamentos de Editoração me dando força pra procurar o Clube Gaúcho do Livro, mas nunca fui. Na época tava envolvida com cinema e fotografia. Enfim... O que sei é que publicando um livro um não, jamais vou largar esse vício. É bom demaiiiiss, lavo a minh’alma escrevendo!!!
Mas curto escrever minhas divagações, meus livres pensamentos, meus devaneios agudos. Não o que me pedem, e sim o que me sinto.
Podem crer que por aqui vou escrever muitooo! E, se o destino quiser mesmo, ainda viro uma escritora. Não tenho intenção de ser nenhuma imortal, e menos ainda um “nobel”.... Escritora sim... Mas pro meu próprio consumo já me basta!!!


P.S.: Na foto homenagem ao meu amigão do peito Rosp (Rodrigo Spinelli), que é um dos autores desse livro aí... interessantíssimo, uma proposta diferenciada, "Ficção de Polpa"... recomendo!!! E que sonha esse sonho junto comigo... Jovem talento que ainda vai muito longe!!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

EU E TODAS AS MINHAS EUS...


Às vezes, eu me transformo em outras... Depende do dia, da noite, do vento...
Quando clara, pinto o teto de azul pra parecer que as nuvens são apenas brinquedos de algodão flutuando no céu... E pinto o sol, pra iluminar os caminhos que resolvo descobrir.
Tem outros dias, em que corro de mim mesma, olho pro espelho e finjo que não vejo; em outros olho tanto para ele que é em mim mesma que encontro a solução.
De vez em quando rezo, sempre agradeço, vez por outra peço, mas nunca perco a FÉ!!!
Às vezes preciso convencer por profissão, amar por condição, e entender por compulsão...
Preciso ler mais para aprender os olhos oblíquos de Capitu.
Pra que o meu palavreado fique maior, bem maior do que eu, quase do tamanho de Neruda.
Meu tom é literário, e minha vontade é literal. Quem não gosta de mim, que não faça sala.
Já fiz até terapia, mas gosto mesmo é de salto dez e calça justa.
O meu clube é seleto até demais, e cheio de letras e cartazes na parede. Lá, há os que apenas cantam, mas há também aqueles que tanto me encantam.
Eu não tenho graça, mas rio de bobagem, moça do riso fácil e da risada aberta...
Eu vejo e ouço pra me alimentar, e depois fico em silêncio pra me digerir. Silêncio?? Quando minha mente permite. Lá dentro, tudo tão rápido, tudo tão louco, tudo tão fugaz.
Eu boto a roupa pra depois poder tirar, pinto o olhos pra depois poder borrar; e danço pra me fazer feliz; fico na ponta dos pés, me estico até virar elástica...
Eu sofro pra perdoar... Mas depois dou risada, danço de novo, e pulo pra descontrair.
Eu canto pra me escutar e SONHO pra não desistir.
Eu canso pra me encontrar, mas não descanso enquanto não conseguir.
O céu? Não, ele não é o limite. Não o meu...
A cena ideal, será que existe???
São Paulo faz de mim uma irmã coragem, Porto Alegre faz de mim uma adolescente, Floripa faz de mim uma aprendiz de surfista natureba, pensativa e filosófica.
Livramento faz o quê de mim? Não faz...
E independente da outra que eu for hoje ou amanhã... Eu quero PAZ!!!
Até ontem ainda dizia “não encontrei meu lugar no mundo”... Encontrei sim! Nos palcos da vida, sou NÔMADE!!!
Tudo e mais um pouco, todos e muitos mais, ainda é pouco pra minha CURIOSIDADE!!
Ei... Um whisky duplo, por favor???

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

VALEU....


Valeu cada segundo, Cana!!!!!!!!!!!!! Acreditamos na tua força e no teu sonho... Que agora é nosso também!!!
Segue sempre assim!!! Por favor tá???
MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

CIA. TEATRAL DuCANA


Estréia!!!

Hoje foi a estréia da Cia. Teatral duCana... Nervosismo, o caos normal da estréia..... mas tudo correu bem!!! Claro que aos poucos vamos ajeitando as arestas que ficam.... masssss... podemos dizer que foi um sucesso!!! Todo mundo aplaudiu e elogiou....

Fiquei orgulhosa de mim, do nosso grupo, do nosso professor... Faço minhas as palavras do prefeito!!! "O Canabarro é uma grande sonhador, um idealizador, que luta há mais de 20 anos pela arte"!!!

"Se todos fossem iguais a você... que maravilha seria viver...."


Se todos acreditassem no seu sonho de olhos fechados e fizessem tudo por esse sonho... o mundo certamente seria beeeeeemmm diferente do que é hoje!! Enfim... divagações sonhadoras à parte... São quase 1h da manhã e aki estou eu, elétrica (só pra variar), a mil, com a cabeça viajante e pensante, mil projetos, mil coisas, mil vontades.... como diz meu pai, se meu dia tivesse 48 horas ainda assim seria pouco para mim!!!

Mas gente!!! O que eu quero agora é muiiiiita MERDAAAAAA pra nossa Companhia!!!

E vamos adelante maestro.... em busca da TERRA DO NUNCA!!! Onde as crianças nunca crescem e os sonhos nunca envelhecem!!!!