segunda-feira, 17 de setembro de 2007

PAIXÃO IV - CINEMA


“ Para que Viajar, se através dos Filmes eu posso me transportar para qualquer lugar do Mundo?” – Luigi, Personagem de Massimo Troisi em SPLENDOR, de Ettore Scola




Cinema... uma pequena palavra que, na sua singela tradução, pode transportar milhões de pessoas a outros mundos, lugares, experiências, mostrar visões de vida totalmente diferente das nossas, enfim...ensinar e mudar concepções.

Não lembro quando começamos nosso caso de amor.. certamente quando ainda era muito, muito pequena. Talvez nas pacatas tardes de férias escolares, onde a diversão era esconder-se do sol em frente a um ventilador e passar a tarde em frente à TV assistindo programas que ainda valiam a pena.

Lembro de um filme em especial que fazia questão de assistir sempre: "A Fantástica Fábrica de Chocolates"... nossa, e chorava sempre. Eram filmes que passavam valores pra gente. Valores família, honestidade, integridade moral, entre tantos outros que aos poucos foram dando lugar aos filmes puramente comerciais, com cenas de violência explícita e sexo gratuito.

Que fique bem claro: não sou contra cenas de violência ou sexo. Isso existe, faz parte da vida. Mas existem jeitos e jeitos de serem mostrados!! Sexo é bom e todo mundo gosta... e pode muito bem ser mostrado sem ser apelativo. De uma forma bonita, lúdica.

Um exemplo? No filme "Dicionário de cama"... as cenas entre Hugh Dancy e Jessica Alba são lindas. E poderia ser bem diferente, já que ela é vista como uma das novas musas de Hollywood... que diretor não exploraria seu corpo, sua sensualidade? Pois o diretor Guy Jenkin soube fazer com maestria, sem apelações, sem erotismo gratuito. Mais uma vez que fique claro: não estou tampouco elogiando o filme (que, na minha opinião, é meio sem sal e com final totalmente previsível)... apenas elogiando a maneira como foram dirigidas as cenas de sexo.

Violência? Veja o Quentin Tarantino... ele sabe usar a violência (e de forma bastante real e crua), mas que mostra a realidade de uma sociedade hipócrita e capitalista. "Pulp Fiction" é o mais puro exemplo disso.

Enfim... acredito ainda no cinema que faz a gente sonhar. Poderia citar aqui uma centena de filmes inesquecíveis. Dos mais antigos, clássicos como ...E o vento levou, Cidadão Kane, todos do Mestre Hitchcock, Ben Hur, Cleópatra, Spartacus, A um passo da Eternidade, Aconteceu naquela noite, Gilda, Juventude transviada, Dr. Jivago, Pássaro azul, Assim caminha a humanidade... ah.. mtos!!!
E entre os mais recentes... Forrest Gump, Cidade dos Anjos, Amadeus, Coração Valente, Diários de Motocicleta, À espera de um milagre, Um sonho de Liberdade, Náufrago, Lembranças de um verão, Efeito Borboleta, Advogado do Diabo, Seven, Sete anos no Tibet, Uma vida em sete dias, O carteiro e o poeta, Grandes esperanças, Antes do amanhecer, Antes do pôr-do-sol, O Senhor dos Anéis (a trilogia perfeita), Beleza Roubada, O ilusionista, Capote, Cine Majestic, Simplesmente amor, Apocalypto, Crash, Prenda-me se for capaz, O diabo veste Prada, Como água para chocolate, Antes que termine o dia, De repente amor... ahhhh impossível!! Deixei de citar centenas aqui!!!

E, lógico, Cinema Paradiso, citado no início desta postagem. Cinema, meus amigos, foi feito para fazer sonhar... para mostrar a realidade, para entreter, para viver momentos e personagens na sua plenitude. Para viajar... para mudar nossas vidas.

Uma pena não sabermos o futuro do cinema... com a pirataria correndo solta por aí.... com as companhias endividadas... com a preguiça cultural do povo...

É uma arte que não pode nunca, nunca morrer!!!


(Na foto eu e o Rob na sala de projeção do nosso saudoso Cine Internacional... e pensar que nossa fronteira já teve seus tempos de glória com 6 cinemas... como bem contava a minha mãe! Que inveja desses tempos que nem vivi...)