
Talvez esta tenha sido a definição mais aproximada que já li daquilo que penso e sinto sobre fotografia...
"Pequena queimadura de luz sobre uma superfície sensível (como uma alma) - os nitratos de prata, pele e película ao mesmo tempo - a fotografia é, na sua materialidade, tanto uma ferida como uma cicatriz, uma fenda aberta no tempo, uma rachadura no espaço, uma marca, um rastro, um indício. Corte e golpe, ela é essa superfície de signos múltiplos e complexos, aberta a um passado que já não existe mais e a um futuro que não chegou a ser. As fotografias são tecidos, malhas de silêncios, as pequenas peles, as películas das nossas vivências. As fotografias são memórias e confidências"
Etienne Samain
Ah, que grande paixão... descoberta aos 12 anos durante uma viagem (impulsionada pelo meu pai) e selada de vez nos laboratórios do Núcleo de Fotografia da UFRGS, na Fabico. Lá fiz meu primeiro portfólio, lá fui monitora por mais de dois anos, lá trabalhava com imensa PAIXÃO!!!
Aprendi a estudar com a fraca luz vermelha do lab... não sabia mais se era dia ou noite, se havia sol ou chuva. Apenas eu e ela, a fotografia. Apenas nós e nossos ampliadores, nossos químicos, nossa "química". Pouco me importava a roupa manchada, as mãos amarelas, mau cheirosas... Éramos felizes assim, eu e a Fotografia...
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